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Déda Enfermagem
O alcoolismo associado à má nutrição é, na maioria das vezes, responsável pelo aparecimento dessa enfermidade, que pode ser fatal.
A cirrose é uma doença do fígado que se caracteriza por três fatores básicos: - Destruição das células hepáticas, - Formação de tecidos cicatricial e - Deficiência regenerativa celular . Em outras palavras, consiste na necrose (morte celular) das células hepáticas, acompanhada da formação de cicatrizes e, mais tarde, da regeneração de parte dessas células hepáticas. Ocorre um aumento difuso do tecido conjuntivo do fígado, comumente associado a mais necrose e regeneração das células hepáticas. O desenvolvimento dessas novas células acaba por alterar a estrutura do fígado e determinar uma constituição em nódulos, que dá um aspecto granular ao órgão. TIPOS DE CIRROSE Apesar de não existir uma classificação rígida, consideram-se três tipos básicos de cirrose. O primeiro, a cirrose gordurosa nutricional, é a mais freqüente em quase todo o mundo, sobretudo nos países onde a má nutrição é endêmica. Atinge uma quantidade maior de indivíduos entre 40 e 60 anos de idade. Acredita-se, por outro lado, que exista uma estreita relação entre esse tipo de cirrose e alcoolismo ou a má nutrição. A moléstia, portanto, atinge mais o sexo masculino, uma vez que o alcoolismo é mais freqüente entre os homens FATO QUE JÁ COMEÇA A SER REVISTO DEVIDO AO FATO DE QUE AS MULHERES ESTÃO CADA VEZ MAIS ENVOLVIDAS COM O CONSUMO DE ALCOOL. Em países subdesenvolvidos, a cirrose aparece em indivíduos mais jovens e até mesmo em crianças, devido às péssimas condições alimentares. A maneira pela qual a enfermidade surge e se estabelece ainda é discutida. Em seus estágios iniciais, o fígado mostra uma degeneração menos grave, denominada infiltração ou, ainda, degeneração gordurosa. A esse estado associa-se um progressivo processo de fibrose (cicatrização), que poderá determinar, mais tarde, a cirrose hepática. A ação perniciosa do alcoolismo ou da má nutrição é demonstrada estatisticamente: de 50% a 90% dos cirróticos são alcoólatras. No entanto, o álcool em si não determina a morte da célula hepática. O alcoólatra crônico, quando submetido a tratamento e dieta adequados, pode voltar a Ter funções e estrutura hepáticas normais, desde que o fígado não esteja intensamente lesado. A cirrose biliar tem a segunda maior incidência no mundo. Sua causa é a obstrução dos canais biliares, associada, quase sempre, a uma posterior infecção. As causas mais comuns da obstrução são as pedras (cálculos) nas vias biliares e tumores destas vias ou da cabeça do pâncreas. A cirrose pós-necrótica é causada por necrose maciça de áreas consideráveis do fígado. A necrose pode ser determinada por hepatite a vírus ou, ainda, por vários outros fatores agressores, como drogas, inseticidas, bactérias e outros. Contrariamente aos dois tipos anteriores, a forma pós-necrótica não é resultado de uma alteração progressiva, mas surge após um ou alguns episódios repetidos de extensa destruição da substância hepática. A cicatrização desenvolve-se como uma tentativa de reparação dessas lesões. Não é, portanto, uma doença progressiva e, desde que uma quantidade suficiente de tecido hepático tenha sido poupada, não há perigo de vida.
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